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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Rito de Passagem Cherokee

Estou sem tempo de escrever meus próprios textos e achei este interessante.

Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees? *

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte. Ele não pode gritar por socorro para ninguém. Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem. Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.

O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os insetos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede. O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda. Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.

Finalmente...
Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.




* Desconheço o autor.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Eu já fui uma bruxa...


E hoje é o dia de um importante Sabbat, Beltane. Porque um dia acreditei nas coisas mágicas. E já fui uma Wicca. E quando acreditava, coisas especiais aconteciam.

Há uma reencarnação atrás amei muito um homem. E neste dia, 31 de outubro, pude celebrar todo o meu amor. Vivemos uma noite intensa, onde foi um dos dias mais felizes da minha vida.

Eu era uma tola apaixonada e amei como se não houvesse amanhã. E de uma certa forma, o amanhã foi minha passagem de adolescência pra mulher. E nada do que era continuou do mesmo jeito.

Naquela madrugada acabou a inocência. Naquela cama dormi a primeira vez abraçada a um homem. Eu não sabia que aquela noite seria um marco, um rito de passagem. Dali mudaram todas as minhas futuras relações amorosas.

A partir de uma noite inesquecível, me tornei amarga, deixei de acreditar no amor. Só quem um dia amou como eu amei e se decepcionou tão quanto, vai entender esta passagem paradoxal. Do céus ao inferno.

Apesar de não parecer, esta história já está superada. Aprendi muito com ela e continuo aprendendo. Foram muitas escolhas feitas a partir deste aprendizado. E nele me descubro e me conheço mais.

O saudosismo desta postagem se deve ao fato de querer sentir o que me foi proporcionado nesta noite. Eu paguei um preço alto, mas se tivesse de viver de novo não titubearia.

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Acreditando nas coisas mágicas, o mês de outubro sempre me proporcionou momentos inesquecíveis. As coisas mais importantes da minha vida sempre aconteciam no fim do mês de outubro. Não sei o motivo, talvez pode ser o sabbat da primavera, ou alguma conjunção astrológica. Um dia descobrirei o porquê.