sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Ressaca

Cansaço, muito cansaço.

Sono insuportável

E uma ressaca que me deixa com sintomas de bebedeira.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Nudez

Li na internet o desabafo do ator Pedro Cardoso em relação a vulgarização da nudez – íntegra aqui.

Concordei com quase tudo no texto do Pedro Cardoso. Porém quando um ator ou atriz ficam nus no seu ofício eles ainda estão vestidos do personagem.Um filme que vi recentemente e que a atriz passa todo filme nua é o Nome próprio. Ali eu não vi a Leandra Leal. Eu vi todo o momento sua personagem e sei como era importante para a personagem a atriz estar nua.

O erotismo, o sexo, o nu também fazem parte da nossa vida e acho normal serem retratados no cinema e no teatro. Mas tudo depende do contexto de como ele é apresentado. O nu como apelo midiático deve dar uma sensação para o ator como venda do seu corpo. E nisso o Pedro tem razão.

Mas não podemos ignorar a imagem erótica vinculada ao brasileiro, principalmente as brasileiras. Como não retratar isto na arte? O cuidado é de como tratar este assunto.

Finalizo com uma citação de uma música de Chico Buarque: “Não existe pecado do lado de baixo do Equador…”

Darlene Glória, musa do cinema nacional, interpretando
Geni no filme "Toda nudez será castigada", de Arnaldo Jabor,
inspirada em peça homônima de Nelson Rodrigues.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Exercício de ser fisgada

Andei circulando por uns blogs e acabei vendo um monte de posts relacionados ao dia das crianças e uma brincadeira entre os blogs de suas brincadeiras preferidas da infância.

Ontem fui na terapia e acabamos falando de como me comporto como um peixe navegando sossegada na águas de um rio. Só que minha natureza é terrestre. Minha psi brincou comigo que me agarro em anzóis imaginários, pois não tenho coragem de cair fora do rio, mesmo sabendo que sou capaz de respirar fora d'água.

Tendo forças pra sair sozinha o momento que eu quiser, fico me agarrando a anzóis frágeis, feito de plásticos, que podem se romper a qualquer momento. Preciso que me pesquem, para me dar coragem de cair fora. Depois posso colocar a desculpa de que fui fisgada e não saí por vontade própria se der errado.

Não sei se motivada pelas postagens de brincadeiras de criança ou pela conversa com a terapeuta, acabei sonhando com um brinquedo que eu adorava quando era criança. Era um brinquedo do Paraguai onde tinham peixes que abriam e fechavam a boca e dentro das bocas tinham imãs e ainda tinha uma vara de pescar com imã no lugar do anzol. Eu adorava brincar de pescar com este brinquedo.

O inconsciente é algo muito interessante fiz analogia de anzóis de plásticos, minha brincadeira de criança favorita com o meu brinquedo do paraguai de pescaria.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Eu escrevi um poema triste

Mario Quintana

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

(A Cor do Invisível)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Você já tomou um pé na bunda e não teve ninguém para desabafar?

Pois é, isso aconteceu comigo. Curti a maior fossa da minha vida onde eu só me levantava do sofá para comer. E de resto via a televisão e dormia. Dormia mais do que via televisão. Estava totalmente deprimida.

O problema é que não tinha percebido o porquê de eu estar assim. Achei que era TPM. Eu jamais iria admitir que uma recusa de um encontro fosse o motivo de uns dias de baixo astral.

Depois eu não iria contar as minhas amigas que estava sofrendo pelo mesmo cara de sempre. Cada com seus problemas e não queria ouvir "eu te disse".

Disse-me mas quis colocar a cara a tapa, quis ver até onde os homens são capazes de ser mentirosos. Paguei pra ver e foi um preço alto.

Poderia escrever que não merecia, mas eu mereço por ter sido estúpida. O tempo faz com que a vida mude, que as pessoas mudem. Eu mudei porque o outro não mudaria.

O problema é que achei que as pessoas deveriam mudar para melhor. Eu mudei para melhor do que um dia fui. Sou mais bonita, mais interessante e menos insegura.

Não adiantou de nada. Tem gente que muda para pior e pronto. Enquanto isso vou curtinho meu momento clichê de me acabar em chocolate e sorvete.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Filmes

Foi frustrada minha tentativa de alugar o filme Gata em teto de zinco quente. Um amigo "baixou" da net Canções de amor, mas não temos tido sucesso para nos encontrar e ele me entregar o DVD.

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Vi o Ensaio sobre a Cegueira e saí do cinema perturbada. A cegueira sempre é retratada com as trevas, no filme é cegueira da luz. Como somos cegos.

Eu lembrei do Mito da Caverna, de Platão. E fiquei pensando na maneira de como vemos as coisas. Nossa visão já está programada para enxergar determinadas coisas. O que tem na minha frente e não enxergo?

Uma das piores cegueiras e não enxergar um outro ser. Existem pessoas que são invisíveis. Aquela pessoa que varre a sua rua, que limpa o banheiro do meu trabalho, que projeta o filme que acabei de ver. Existem muitas pessoas invisíveis, eu costumo as ver, mas não consigo enxergar. Elas já fazem parte da rotina.

Existem cores que cegos não percebemos. Qualquer literatura sobre vampiro nos fala da percepção dos olhares destas criaturas notívagas. Quantos cores me são presenteadas todas as manhãs e simplesmente eu não as exergo. Deixei de olhar o mundo como uma tela de pintura.

A percepção varia muito entre pessoas cegas e as que possuem visão. As pessoas deveriam treinar as infinitas possibilidades de ver. Porém, sairia da caverna e sair da caverna não é fácil.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mais uma fase, acho que vou morrer.

Achando que esta seria a última fase, ainda tem a fase da entrevista individual.

Agora esperarei ansiosamente a resposta de hoje e ficarei um tanto quanto chata no blog.

E estou torcendo para eu passar para a próxima fase.

Nem vou dormir direito.