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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Eu estou muito feliz!!!!!!!!!!!!!


Não tenho nenhum motivo para estar muito feliz, mas ando numa fase que estou vendo as coisas boas da vida. Se eu estivesse apaixonada, talvez teria explicação, mas não é o caso.

Deve ser porque vou ficar uma semana sem ver o meu chefe. Isso é um bom motivo. Ele viajou.

Ou deve ser porque aqui no blog está tendo muitas visitas. Algumas pessoas estão lendo minhas bobeiras.

Deve ser porque meu fim de semana fiquei em volta dos meu melhores amigos e só acabou 2 horas da manhã. Ficar com meus amigos de manhã até de madrugada.

Meu candidato não venceu as eleições, mas pude ficar com minha família no domingo curtindo eles, devido a proximidade do meu local de votação a casa dos meus parentes.

Fiz novos amigos também e novos amigos são sempre motivos de novas risadas e piadas, bons encontros e momentos inesquecíveis.

Mas o que considero mais importante é a capacidade de não me abalar durante nestes últimos dias com as coisas ruins que acontecem e perceber que estou na fase mais feliz da minha vida e não tenho o que reclamar.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Exercício de questionar a felicidade

Estou numa fase que eu deveria estar muito feliz. Realizei coisas no qual sonhei durante a minha vida. Mas não estou curtindo esta fase como deveria. Há um incômodo. O pior que me sinto culpada, tantas pessoas infelizes por motivos reais. E eu infeliz pelo excesso de coisas realizadas.

“Se você está lendo este aviso, então isto é para você. Cada palavra lida deste texto é inútil é um segundo perdido da sua vida. Você não tem nada mais para fazer? Sua vida é tão vazia que você não consegue vivê-la melhor? Ou você está tão impressionado com a autoridade que você respeita em todos aqueles que a exercem em você? Você lê tudo o que deveria? Pensa tudo o que deveria? Compra tudo o que lhe dizem para comprar? Saia do seu apartamento. Encontre alguém do sexo oposto. Pare de comprar tanto e de se masturbar tanto. Peça demissão. Comece a brigar. Prove que você está vivo. Se você não se fizer valer pelo seu lado humano, você se tornará apenas mais um número. Você foi avisado... ”
Tyler Durden, citação do filme Clube da Luta

Estou no mesmo momento de que Jack, personagem de Edward Norton no Clube da Luta. Logo no início da narrativa, Jack está com um mal-estar que ele não consegue explicar e que ele não consegue entender, ele tem um emprego, apartamento e uma “vida”, mas está insatisfeito com ela. Ele vive muito confortavelmente, embora a sua existência seja vazia. O corpo reclama de sua condição de vida, esta vontade pulsante de fazer algo diferente na sua vida.

Estou me sentindo vazia. Preciso de novos sonhos e objetivos. Desculpe ser egoísta e admitir isso. Desculpe se você que está lendo estas linhas está com um problema sério na sua vida. Eu não tenho problemas, só estou com um desconforto com a vida yupie que eu levo.

“Somos consumidores, somos subproduto de uma obsessão por um estilo de vida. As coisas que possuímos acabam nos possuindo”, Tyler Durden.

Eu não vou fundar um clube da luta. Mas analiso estas questões do filme: perder todas as esperanças era liberdade da vida fútil; trocar de valores em relação a vida; mudança no qual tem de perder tudo e viver num caos que tranqüiliza, pois só desta forma alcançará o auto-conhecimento e entrará em contato com uma personalidade mais escondida; felicidade vem sempre misturada com um sentimento calamitoso.

Outra cena do filme: Tyler joga detergente em pó misturado com a gordura em cima da mão de Jack, esta mistura resulta num ácido. Esta passagem no filme trata a importância da dor.

“Sem dor ou sacrifício não alcançaríamos nada”,
”Este é o maior momento de sua vida, e você vai para outro lugar (a tentativa de ir de encontro com sua caverna)!”,
”Não é tão ruim não precisamos de Deus”,
“Pare de lutar (contra a dor)”,
“Primeiro tem de perder o medo, e saber que um dia, você vai morrer.” ,
“Apenas depois de perdermos tudo é que estamos livre.”,
“Agora, você está mais próximo do fundo do poço”...


Não sei se terei coragem de perder tudo. Mas tenho que mudar meus pensamentos, sonhos, objetivos e atitudes. Não posso viver com este desconforto crescente.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Quando saber que o relacionamento acabou

Eu já tive vários tipos de relacionamento. E na maioria das vezes eu soube quando eles chegaram ao fim. Teve alguns que já estavam fadados ao fim logo no início. Num relacionamento antigo, eu já sentia que algo estava errado logo no começo, mas fui empurrando na barriga. Escuto demais as pessoas. Tinha uma amiga que falava que gostar acontece com o tempo. Não acredito mais nisso.

Os meu familiares adoravam ele, ele era muito bonzinho comigo e me fazia todas as vontades porém não era suficiente. Eu sentia falta de algo arrebatador que os homens bonzinhos não proporcionam. Desmanchar com um cara deste tipo é muito difícil. Ele precisou tomar uma atitude desesperada mas muito questionável para então tomar a decisão que não dava para ficarmos juntos.

O mais difícil de terminar é um casamento. Como olhar para o lado e não sentir mais nada pela pessoa? Chegar e falar que não dá mais não é uma das tarefas das mais fáceis. Encarar a família e contar que aquele casamento que as pessoas consideravam perfeitos chegou ao fim. Encarar os amigos e tentar explicar o que não explicável. Fim de sentimentos, de sonhos e de planejamentos. Ninguém entende.

Um dia estava conversando com uma amiga que vive mal com o marido. Ela tem um filhinho lindo. Perguntei se ela era amava o marido dela. Com tanta sinceridade, disse que não amava, mas que não poderia criar seu filho sem um pai. Ela já tinha vivido este tormento e não queria dar isto de presente para o filho.

Questionei se pelo menos o sexo valia a pena, no qual ela me afirmou que o sexo era mais ou menos, que ficava às vezes muito tempo sem transar. O que mais me chocou que esta minha amiga tinha 20 anos quando tivemos esta conversa. Era como se ela tivesse enterrado a porção dela mulher sem ter aproveitado nada na vida.

Então fui percebendo de como as pessoas vivem infelizes, mas nem se dão conta disso. Vão se apegando a coisas materiais, a rotina, aos problemas e quando vê a vida passou. Passou sem deixar chances de recuperar o tempo perdido.

Eu acredito em vida após a morte e reencarnação. Mas não acho que não viver com a desculpa de ter uma outra vida (mesmo que esta desculpa seja inconsciente) seja algo satisfatório. Acredito que devemos sempre estar felizes de acordo com a vida do momento. O emprego tem que ser bom e ser feliz sozinha ou acompanhada. Não há espaço para não buscar a plena felicidade. Mesmo que ela seja efêmera.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Quando a morte vem nos visitar

A primeira vez que vi a morte eu tinha 20 anos. Fui vítima de um sequestro relâmpago. Arma apontada para mim e tudo de mais bizarro de um assalto. Porém não vou aqui lembrar da parte triste. Vou relembrar o que senti e pensei. Eu tinha certeza que os bandidos me matariam. Ñão sei dizer porque pensava nisso, mas pensei nisso a todo momento.

Já que a morte era certa, não tive medo. Os bandidos não me intimidavam. Eu aceitei a morte e fui extremamente corajosa durante todo o sequestro. Enfrentei os bandidos e negociei pelos meus documentos.

Mas só me arrependia de uma coisa. Naquele dia tive um dia de merda. Não tinha me despedido de ninguém. Não disse um "eu te amo" durante aqueles dias. Sempre achava que a minha morte seria precedida por algo muito importante.Talvez por isso achei que não valeria a pena morrer naquele dia.

Ontem, pegue um ônibus nesta Hell´s city e dentro túnel rolou um tiroteio. Pois é, me abaixei no ônibus e passei pelo mesmo blá blá mental. Só que a diferença era que ontem valeria a pena morrer. Se eu morresse ontem, morreria com a certeza do meu dever cumprido.

Domingo passei um dia maravilhoso com a minha mãe. Fomos no cinema e nos divertimos juntas. E antes do tiroteio estava na casa do meu pai. E lá passei um dia inesquecível. Onde brinquei com a minha sobrinha e me diverti com a minha irmã. E ainda conversei com meu velho.

Para uma segunda feira, outras coisas boas aconteceram. Fiz uma entrevista de emprego num local que sempre desejei trabalhar. E falei com uma pessoa especial no telefone. Por isso repito, ontem se eu morresse, morrerria completamente feliz.