Eu já tive vários tipos de relacionamento. E na maioria das vezes eu soube quando eles chegaram ao fim. Teve alguns que já estavam fadados ao fim logo no início. Num relacionamento antigo, eu já sentia que algo estava errado logo no começo, mas fui empurrando na barriga. Escuto demais as pessoas. Tinha uma amiga que falava que gostar acontece com o tempo. Não acredito mais nisso.Os meu familiares adoravam ele, ele era muito bonzinho comigo e me fazia todas as vontades porém não era suficiente. Eu sentia falta de algo arrebatador que os homens bonzinhos não proporcionam. Desmanchar com um cara deste tipo é muito difícil. Ele precisou tomar uma atitude desesperada mas muito questionável para então tomar a decisão que não dava para ficarmos juntos.
O mais difícil de terminar é um casamento. Como olhar para o lado e não sentir mais nada pela pessoa? Chegar e falar que não dá mais não é uma das tarefas das mais fáceis. Encarar a família e contar que aquele casamento que as pessoas consideravam perfeitos chegou ao fim. Encarar os amigos e tentar explicar o que não explicável. Fim de sentimentos, de sonhos e de planejamentos. Ninguém entende.
Um dia estava conversando com uma amiga que vive mal com o marido. Ela tem um filhinho lindo. Perguntei se ela era amava o marido dela. Com tanta sinceridade, disse que não amava, mas que não poderia criar seu filho sem um pai. Ela já tinha vivido este tormento e não queria dar isto de presente para o filho.
Questionei se pelo menos o sexo valia a pena, no qual ela me afirmou que o sexo era mais ou menos, que ficava às vezes muito tempo sem transar. O que mais me chocou que esta minha amiga tinha 20 anos quando tivemos esta conversa. Era como se ela tivesse enterrado a porção dela mulher sem ter aproveitado nada na vida.
Então fui percebendo de como as pessoas vivem infelizes, mas nem se dão conta disso. Vão se apegando a coisas materiais, a rotina, aos problemas e quando vê a vida passou. Passou sem deixar chances de recuperar o tempo perdido.
Eu acredito em vida após a morte e reencarnação. Mas não acho que não viver com a desculpa de ter uma outra vida (mesmo que esta desculpa seja inconsciente) seja algo satisfatório. Acredito que devemos sempre estar felizes de acordo com a vida do momento. O emprego tem que ser bom e ser feliz sozinha ou acompanhada. Não há espaço para não buscar a plena felicidade. Mesmo que ela seja efêmera.
