sexta-feira, 4 de junho de 2010

Exercício da felicidade


"A felicidade é consequência de um esforço pessoal."
Frase do livro Comer Rezar Amar, Liz Gilbert


Acho que passei muito tempo aqui no blog escrevendo tristezas. Mas é que sempre achei mais fácil escrever quando não há alegria.

Após tudo que ocorreu na minha vida, de casamento fracassado e amores não correspondidos, eu enfim encontrei a felicidade. A felicidade real. E esta felicidade não está associada a nenhum parceiro amoroso ou sexual. É bem estar consigo mesmo.

Apesar de escrever muitas tristezas em nenhum momento deixei que ela chegasse perto de mim. Me cerquei de muitas pessoas queridas, o que dificultou me sentir triste. Fugi da tristeza porque sou uma covarde, mas foi a melhor maneira que encontrei pra viver a minha dor. Passei uma fase bebendo demais, mas nada que me deixasse álcoolátra. Era um efeito anestesiante. E toda vez que bebia, a felicidade aumentava e não deixava espaço pra lembrar de coisas ruins.

Esta impressão de sempre estar feliz, foi percebida pelo meu irmão. Recentemente, fui numa boate com ele. Estávamos conversando sobre o consumo de drogas no local. Contei para meu irmão por estar distraída no dia, eu não percebi esta movimentação de uso de entorpecentes (acho esta palavra engraçada, parece minha avó falando). Ele me devolveu: Luciana você estava igual aos drogados de lá. Parece que toma bala, mas é seu. Algumas pessoas podem achar que vive bêbada, mas o problema é que poucos sabem que no seu estado ébrio ou no seu estado normal, o seu nível de serotonina sempre é alto. Foi o melhor afago que recebi.

Mas enfim encontrei a felicidade, na verdade, ela sempre esteve presente, mas caminhava lado a lado com a tristeza. Ser feliz no seu sentido mais puro, veio junto com meu equilíbrio. Fiz várias coisas que me deram prazer. A mais recente e também a mais eficaz foi dançar. E estou trocando doses de vodka por aulas de dança de salão. Agora faço 2 tipos de terapia, a tradicional com uma psicóloga e 3 vezes na semana treino minha porção Fred Astaire. Os meus ritmos preferidos são samba de gafieira e forró. E quer saber, eu adoro. Lá realmente, eu sou feliz.

Um comentário:

Eu sou Lydhia! disse...

Olá! Adoro seus textos; sejam eles tristes ou não, são sempre sensivelmente inteligentes. Este, em especial, me tocou. Vivo o mesmo momento feliz comigo mesma, após tantos tombos e tropeços. Estar casada consigo mesma é uma conquista sem igual. Jung dizia que estar solteiro é estar inteiro, íntegro.
Bj