terça-feira, 16 de setembro de 2008

Casamento, filhos e carreira

Estou numa fase que ainda não me encontrei como mulher. Até acho que muitas estão na mesma situação.

Quando eu era mais nova, fui criada para seguir o modelo tradicional de mulher. Tradicional para o século XX. Casar, ter filhos e ser bem sucedida profissionalmente. A minha família já dava indícios que este modelo era furado, pois não existia nenhum parente feminino que conseguia unir esta trinca. Se era bem sucedida, não tinha um casamento e assim por diante.

Não acho que ser bem sucedida e não ter um casamento seja uma regra. Mas estou falando da minha família e da dificuldade da mulher conseguir esta trinca. Ainda não tive filhos. Tenho uma desconfiança que este modelo não traz nenhuma felicidade para algumas mulheres.

Existem mulheres que vão falar que o grande objetivo de vida é ter uma família e um bom emprego e esperam ser felizes com a realização deste objetivo. Mas nós mulheres temos tendência a fantasiar o mundo a nossa volta.

Tenho uma teoria de que bonecas, brincadeiras de casinha e livros de contos de fada não fazem muito bem para a cabeça de uma menininha. Fantasiamos o príncipe encantado, a casa que vamos morar e com os filhos perfeitos que teremos.

Mas a realidade está muito longe disso. Não existe o príncipe, há um homem com qualidades e defeitos. Existe uma casa que poderá não ser como a dos seus sonhos, mas é aquela que você pode manter. E seus filhos não serão espelhos de você, serão outras pessoas que podem ter semelhanças ou não. A projeção de seus desejos em cima dos filhos só trazem frustrações.

Para as meninas, o momento do casamento termina no felizes para sempre. Nunca contaram para elas o que acontece depois com a Branca de Neve quando ela vai morar no palácio com o príncipe encantado. O casamento não necessariamente traz felicidade.
É importante casar com um homem que você ame mais do que tudo no mundo, mas ele também tem que te amar nesta mesma proporção. Talvez dê certo, pois com o amor muito dos problemas rotineiros são contornados.

Mas o amor é outro mistério. Já me apaixonei diversas vezes e na maioria das vezes não fui correspondida na mesma intensidade. Os homens amam de maneiras diferentes de que uma mulher.

Este blá blá blá é para dizer que estou aprofundando meus estudos nesta área. Vou fazer uma tese sobre este assunto. Estou fazendo um curso muito interessante nesta área. Portanto minhas leituras e filmes assistidos são objetos de estudo para minha monografia. A tendência é que o blog foque ainda mais na questão da feminilidade.

Um comentário:

Gis disse...

Oi. Eu tenho síndrome de príncipe encantado e já escrevi alguns textos sobre isso e o fato de ter filhos depois dos 40 ou não (fiz 39 há pouco). Se quiser ler, estão em http://www.lilarizzon.com.br/gis. Bjos e boa sorte no seu trabalho!